Distribuição geográfica do Aedes aegypti e do Aedes albopictus

Estudos recentemente divulgados mostram um aumento das áreas colonizadas pelas duas espécies de mosquitos em relação a estimativas anteriores. Lembramos que, embora o Aedes aegypti seja a espécie mais divulgada como transmissora de diversas arboviroses, notoriamente a Dengue, a Zika, a Chikungunya e a Febre Amarela, o Aedes albopictus também é competente para a disseminação das doenças.

Nos mapas abaixo (clique neles para tamanho completo), podemos observar que todas as regiões tropicais e sub-tropicais são quase que completamente tomadas pelos mosquitos. Regiões um pouco mais frias também sofrem com a presença do inseto, tais como o norte da Argentina, partes da Europa, sul dos Estados Unidos, sul da China e até mesmo, no caso do Aedes albopictus, o arquipélago japonês.

Distribuição mundial da populalção de Aedes aegypti

Distribuição mundial da população de Aedes aegypti (clique para mapa ampliado)

 

Distribuição mundial da população de Aedes albopictus

Distribuição mundial da população de Aedes albopictus (clique para mapa ampliado)

Podemos observar, também, que as regiões mais secas são consideradas livres da presença das duas espécies. Nos mapas podemos ver como que os desertos do Saara (norte da África), Arábico (península Arábica), do Rajastão (oeste da Índia) e de Gobi (interior da China) mostram-se como barreiras naturais à invasão do vetor.

As cordilheiras montanhosas também são ambientes inóspitos para o mosquito. Repare como que os Andes na América do Sul estão protegidos. Destacamos na América do Sul, também, o fato de que em geral se considera o Chile como um país geograficamente protegido da presença das duas espécies de Aedes, embora, devido ao trânsito de pessoas, Santiago possa apresentar algum risco.

A Communitor desenvolve tecnologias para o monitoramento do Aedes aegypti usando visão computacional.

Referência: KRAEMER, Moritz UG. et al. The global distribution of the arbovirus vectors Aedes aegypti and Aedes albopictus. eLife, Cambridge, 2015. DOI: 10.7554/eLife.08347. Disponível em <https://elifesciences.org/content/4/e08347>. Acesso em: 27 de junho de 2016.

 

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